Se eu tivesse tempo e disposição, faria Medicina. Mais especificamente, psiquiatria. Me fascinam os processos mentais e me intrigam as causas, efeitos e sintomas das doenças psiquiátricas, suponho que seja por que eu tenho umas quantas doenças psiquiátricas^^
Eu não gosto muito de falar sobre isso pq acho pessoal demais, e não gosto de me fazer de coitadinha. Muita gente nem sabe que estou de licença e, se sabe, não sabe a razão. Mas não é normal que eu tenha um surto psicótico toda vez que precise lembrar que a empresa em que trabalho existe. E o INSS, muy amigo, botou meu benefício pra ser pago lá. Eu tremo, suo frio, fico com frio na barriga só de usar o TAA, imagine de entrar lá. Quando o querido me liga do trabalho, me dá um troço: eu sempre acho que é gente de lá do Amazonas me procurando. Eu não quero lembrar que isso aconteceu, quero apagar isso da minha memória. Queria ser a Clementine e conseguir apagar algumas coisas. Eu ainda não acredito que renunciei à minha carreira acadêmica por esse emprego e, agora, não tenho nem carreira acadêmica nem profissional. Pra ajudar, hoje fiquei sabendo que, pra me transferir, vou ter que falar com minha agência antiga. Acho que poucas pessoas podem imaginar como é doloroso falar com essas pessoas. Não que eu não goste delas, pelo contrário, lembro-me de todas com muito carinho, foram bons amigos, pessoas que me receberam bem, mas me lembram uma época péssima da minha vida, posso dizer que foi a pior época. Nem mais assistir meus filmes eu consigo, pq lembro que, quando eu ficava mal mesmo, me trancava no quarto, no escuro, e assistia televisão e dormia até afundar a cama. Minhas coisas ainda estão lá, e como sinto falta delas. Mas acho que é algo perdido, que eu não terei mais. Nada que não se compre de novo, é fato, mas minhas coisas têm valor sentimental. Tenho saudade dos amigos que fiz, da Adryele, da Luciane, do César, da Cida e do Cid, também, apesar de ele ter-se transferido na mesma semana em que voltei pra casa. São pessoas muito especiais e que me ajudaram muitas vezes a suportar as dificuldades. Mas as dificuldades ficaram difíceis demais, e, nesse exato instante, só o que eu queria era passar uma procuração para que alguém viva minha vida no meu lugar. Ou simplesmente desistir de tudo sem procuração, mesmo.
Estou afastada desde 16 de outubro do ano passado, e não noto melhora, pelo contrário. Eu gostaria de sair, aproveitar esse tempo que é pra mim, pra eu melhorar, pra cuidar da minha saúde mental, mas não consigo. Só pra ir ver Sweeney Todd, levei três semanas planejando. Sair de casa, só quando tenho médico – planejo ficar duas semanas em casa. yay!! Querido me aconselhou a abrir poupança na CEF pra guardar uma grana e poder receber o benefício lá, mas cadê disposição pra aguentar gente dentro da agência? Cadê disposição pra ir ao cinema sozinha? Me sinto tão nervosa e ansiosa quando estou na rua que compro pra me acalmar. E compro MUITO.
Amanhã mãe quer ir à loja de fábrica da Paramount. Acho que vou conseguir comprar Luna e/ou Marte mais barato e fazer umas coisinhas legais. Vou pegar um fio de algodão tbm pra fazer uma básica. E, por hoje, teste das meias. Comprei Mollet rosa choque mesclada pra fazer meias e mitaines que combinem com a touca Bridget e com o cachecol em ponto alto duplo numa lã rosa quase fluorescente que eu tenho e vou postar qdo mexer nela. Toda tricoteira tem um enorme estoque, e eu não sou diferente. É bom já ter o material pra quando der aquele surto de começação de projetos xD
Comprei um novelo de Candy da Cisne. Parece uma nuvem. Vou fazer um cachecol e, se gostar de trabalhar com ela, vou investir em uns cinco ou seis novelos pra fazer um blusão. Ela é MUITO macia, e tem umas cores pastéis lindas. 12 reais o novelo, mas como é leve, vem MUITA lã, e ela é muito volumosa.
Bem, falei demais. Agora quem ler vai saber coisas sobre mim que eu não conto nem pra minha mãe. Mas tudo bem, às vezes é necessário desabafar.